O ator deixa de ser o famoso Damon Salvatore de The Vampire Diaries para lutar agora contra os vampiros na nova série da Netflix. E isto é o que você precisa saber.

 

Ian Somerhalder estreia V-Wars e essa é a razão pela qual encontramos com ele em Nova Iorque. O ator sorri ao saber que viemos do México e nos conta um projeto de agricultura regenerativa para ser implementado em nosso país (e também em outros lugares) e sobre seu documentário a respeito disso. Sua paixão ambientalista passa rapidamente pela emoção da série que lançou recentemente na Netflix. Ian produz e protagoniza a obra baseada nos quadrinhos do autor Jonathan Maberry, onde o México tem um papel importante.

 

“A praga mostrada na série acontece no mundo todo, mas começa na América do Norte e obviamente México está afetado. A questão é que os vampiros surgem com um vírus, mas sua genética dirá que tipo de vampiro você será y como você vai ser alimentar. Isso é o mais legal de V-Wars, podemos trazer atores do mundo inteiro e nós realmente queremos explorar a América Latina pela riqueza da sua cultura.”

 

GQ: Você viveu muitos anos da sua carreira em Vampire Diaries (2009-2017). Por que continuar falando sobre vampiros?

 

Ian Somerhalder: Na minha opinião, Damon Salvatore é um dos melhores personagens da televisão. Ele é divertido, sexy, perigoso, e as pessoas gostavam dele também pela sua vulnerabilidade, ainda que, claro, eu não confiaria nele. Depois de interpretá-lo por tantos anos, eu realmente queria mudar e ter um papel de um cara boa onda. Para mim, os cientistas, os bons pais e maridos, são os heróis do mundo porque sua energia é expandida e dão resultados positivos em muita gente. Luther Swann (seu personagem em V-Wars) é este homem.

 

GQ: Além do personagem, o que mais te chamou atenção na série?

 

IS: O fato dela ser relacionada com problemas ambientais. Os cientistas averiguam e encontram uma doença que tem a ver com isso, é como a epidemia da vaca louca, você se lembra? Com certeza a questão da mudança climática me atraiu muito e o doutor Luther Swann é quem vai até o ártico averiguar de onde isso vem porque começa a se expandir muito rápido e não há discriminações. Jonathan Maberry escreve isso em 2012, mais precisamente como uma crítica as crises ambientais e sociais, como o racismo, doenças, a política do medo e da paranoia. Para mim foi muito importante a relevância social do projeto.

 

GQ: Como chegou em duas mãos e o que foi que levou Ian Somerhalder a entrar como produtor e diretor de V-Wars?

 

IS: Meu empresário sabia que iria me interessar. Como você sabe, a pessoa precisa escrever sobre o que ela sabe, por isso Maberry editou o livro com histórias de muitos autores porque ele não poderia escrever sobre a fronteira e sobre os latinos. Então, encontrou alguém que conhecia o tema e por isso juntou todas as essas histórias mundiais bem contadas. Nós o convidamos como produtor executivo. V-Wars é uma história relevante e para mim era importante não só protagonizar, como também produzir. Passamos 11 meses em pós-produção e essa é a maravilha da Netflix, eles nos dão a oportunidade de realmente fazer direito. A ideia era que eu me adaptasse ao personagem e dirigisse somente um episódio porque iria ficar sobrecarregado de trabalho, por isso dirigir somente o penúltimo episódio.

 

GQ: Você começou a trabalhar em junho de 2018 y acabou parando no hospital. O que aconteceu?

 

IS: Trabalhei muito, treinei, não dormia. Como ator, eles te pagam para que você tenha certa qualidade física, então você treina e pronto, mas como produtor, tive que fazer isso, assistir aos episódios e editar, então sempre acabava dormindo lá pro meio da madrugada, era muita pressão, sem contar o dinheiro investido que você não pode perder. Como pai, não queria perder a oportunidade de acompanhar a vida da minha filha (de dois anos com a atriz Nikki Reed). A única pessoa que pode ser o pai dela sou eu, então eu queria estar presente, não queria falhar com a minha bebê. Então, houve um momento nesta maratona em que eu simplesmente não aguentei. Na emergência do hospital aprendi a tirar uns dias de folga e descansar porque meu corpo já não acompanhava, mas consegui.

 

GQ: O que diria ao seu eu 10 anos mais jovem quando começou sua carreira?

 

IS: Existem poucas coisas na vida das quais eu me arrependo, tenho sorte de poder dizer isso aos 40 anos. Eu o diria que ele irá aprender mais com os fracassos do que com o sucesso.

 

GQ: Você participou da campanha do Ermenegildo Zegna “What-makes-a-man” e compartilhou o seu conceito de masculinidade: “não confunda sua vulnerabilidade ou compaixão com debilidade”. Como você chegou a esta definição?

 

IS: A campanha me chamou atenção porque já estamos no tempo de dizer estas coisas publicamente, é necessário iniciar esse diálogo. Por fim já estão distinguindo a masculinidade do machismo tóxico. A masculinidade é ter responsabilidade pelas suas ações, ser um exemplo, estar orgulhoso do que você faz e da sua família, ser bom, ser paciente e ter respeito por aqueles que te rodeiam. Você colhe o que você planta. É preciso ter integridade. Acredito que os homens precisam ser assim e as mulheres devem cobrar esse comportamento, só assim iremos melhorar.

 

Tradução: Marina Rodriguez

Fonte: GQ

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