Podemos ver Noel Clarke como diretor e em frente as câmeras mais uma vez em sua nova ficção cientifica, The Anomaly.

Situado no futuro, vemos Ryan(Clarke), um ex-soldado acordar segurando um jovem menino, sem se lembrar de como chegou lá. Depois de nove minutos e 47 segundo, ele desmaia acordando alguns dias mais tarde, em um novo local com uma figura misteriosa (Ian Somerhalder), e desmaia de novo. Nesses breves momentos de consciência, cabe a Ryan juntar os pedaços do que está acontecendo em seu entorno, até que ele gradualmente descobre uma conspiração com bio-tecnologia e controle da mente.

The Anomaly é uma reminiscência de filmes dos anos oitenta / início dos anos noventa como Timecop e Demolition Man. Clarke cria um universo futurista crível com carros pratas elegantes e tecnologia brilhante. Isto combinado com o conceito de reinicialização acelerado (sem cenas que duram mais do que 9m 47s) o que mantém as coisas relativamente frescas e permitem que o filme tenha uma boa estrutura.

Clarke mantém o enredo de The Anomaly misterioso enquanto pode, com uma narrativa que se desenvolve gradualmente revelando elementos de controle da mente e nanobots que lentamente começam a explicar curiosidades anteriores (quase todas – ainda ficamos com algumas perguntas no final). Existem alguns momentos de ação bem elaborado que mantém o ritmo acelerado.

Clarke poderia fazer estas cenas de ação de olhos fechados e embora não seja o melhor, ele faz o cara durão inglês com muito talento. No entanto, é Ian Somerhalder que comanda a atenção da audiência, aquele com deslumbrante olhos azuis de Vampire Diaries embala uma enorme quantidade de carisma e arrogância em seu papel de vilão. Infelizmente o apoio do jogador Brian Cox não tem muita chance de ser explorado já que ele está confinado em uma caixa de sapatos científica com muito pouco a fazer.

O enredo beira o ridículo em alguns pontos (especialmente quando os personagens começam a canalizar Brian Cox) e alguns dos diálogos farão seus dedos do pé se curvarem – tudo que eu vou dizer é que a última fala do filme é “Que tal você tomar o controle?”. Esses elementos podem ser perdoados quanto vale tudo na ciência-ficção, e este filme coloca diversão na sua frente.

The Anomaly é algo sólido e agradável de Clarke. Ele faz um impressionante cara duro na tela e mostra que pode direcionar a ação, assim como interpretar. Uma estrutura inventiva e uma performance que rouba a cena de Somerhalder faz The Anomaly uma impressionante sci-fi.

 

Fonte

Tradução: Yasmin Gallo. Não reproduza sem os créditos. Equipe ISF.

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